O que é Cirurgia Refrativa?
Cirurgia refrativa é o nome dado ao conjunto de procedimentos que corrigem o grau, ou seja, a refração do olho: miopia, hipermetropia, astigmatismo e a presbiopia (dificuldade de enxergar de perto).
São sete técnicas, organizadas em três categorias: laser na córnea, implante de anel e implante de lente intraocular. Cada categoria atua em um ponto diferente do olho, e é isso que define qual delas é indicada para o seu caso.
As sete técnicas principais para corrigir o grau são: LASIK com laser de femtosegundo, LASIK com microcerátomo, extração de lentícula com femtosegundo, PRK, implante de anel intraestromal HM, lente fácica e lente pseudofácica.
Parte dessas técnicas atua na córnea, com laser ou com implante de anel, e parte atua dentro do olho, com lentes intraoculares. A escolha nunca é automática: depende do grau, da idade, da espessura e do formato da córnea, da biomecânica corneana e da saúde ocular como um todo.
O caminho do tratamento, passo a passo
Medir o grau e avaliar a córnea
Consulta e exames medem o grau e analisam a espessura, o formato e a biomecânica da córnea para verificar se existe indicação.
Escolher a técnica
São sete técnicas principais, com laser na córnea, implante de anel ou lente intraocular. A escolha é individual, conforme os exames, o grau, a idade e as necessidades visuais.
Realizar o procedimento
O procedimento é realizado em centro cirúrgico, com a técnica escolhida para o seu caso e equipamentos de alta precisão. Para o conforto, é usada anestesia: o Dr. Fernando Veríssimo foi pioneiro no laser de femtosegundo no estado de Goiás e desenvolveu a técnica que permite realizar o tratamento do grau a laser com sedação ou, quando necessário, anestesia geral.
Seguir o pós-operatório
Colírios, cuidados orientados e retornos programados acompanham a recuperação e a estabilidade da visão.
Para quem é indicado?
A cirurgia refrativa é indicada para todos os pacientes que desejam diminuir a dependência dos óculos ou das lentes de contato. A técnica e a indicação, porém, dependem de fatores avaliados em consulta:
- Depende do tipo e do tamanho do grau
- Depende da espessura e das características biomecânicas da córnea
- Depende da saúde ocular geral, avaliada em consulta
Nem todo paciente tem indicação para este procedimento.
As sete técnicas para corrigir o grau
Hoje contamos com sete técnicas principais para corrigir a refração. Quatro atuam na córnea com laser (LASIK com femtosegundo, LASIK com microcerátomo, extração de lentícula com femtosegundo e PRK), uma reforça e regulariza a córnea com o anel intraestromal HM e duas atuam dentro do olho com lentes intraoculares (fácica e pseudofácica). O LASIK com laser de femtosegundo é o mais utilizado. A escolha da técnica é sempre médica.
LASIK FEMTO
Laser na córnea
LASIK com laser de femtosegundo
Uma fina lamela é criada na córnea pelo próprio laser, sem lâmina, e o grau é corrigido na camada abaixo. É a técnica mais utilizada hoje.
- Todas as etapas feitas a laser
- Lamela planejada no computador
- Todas as etapas planejadas no computador
MICROCERÁTOMO
Laser na córnea
LASIK com microcerátomo (lâmina)
Mesma lógica do LASIK, porém a lamela é criada por um aparelho mecânico com lâmina, o microcerátomo. É a versão clássica da técnica.
- Técnica com longa história de uso
- Espessura da lamela menos previsível
- Resultados consolidados ao longo de décadas
LENTÍCULA
Laser na córnea
Extração de lentícula com femtosegundo
O laser de femtosegundo desenha um pequeno disco de tecido (lentícula) dentro da própria córnea, retirado por uma abertura mínima. Sem lamela levantada e sem remoção do epitélio.
- Todas as etapas feitas com laser de femtosegundo
- Sem lamela e sem remoção do epitélio
- Faixa de indicação mais restrita
PRK
Laser na córnea
PRK (laser de superfície)
Não cria lamela. O epitélio é removido e o laser é aplicado direto na superfície da córnea, que se regenera nos dias seguintes.
- Alternativa em córneas mais finas
- Não cria lamela na córnea
- Exige mais atenção no pós-operatório
ANEL
Implante de anel
Implante de anel intraestromal HM
Pequenos segmentos em forma de arco são implantados dentro da córnea para regularizar sua curvatura, reduzindo a irregularidade que distorce a visão.
- Atua na irregularidade da córnea
- Segmentos implantados dentro do tecido corneano
- Pode melhorar a adaptação de óculos e lentes
LENTE FÁCICA
Implante de lente intraocular
Lente fácica (implante intraocular)
Uma lente é implantada dentro do olho sem retirar o cristalino natural. É uma alternativa quando o grau é alto ou a córnea não permite o laser.
- Preserva o cristalino natural
- Alternativa para graus mais altos
- Indicação depende das medidas internas do olho
LENTE PSEUDOFÁCICA
Implante de lente intraocular
Lente pseudofácica (troca do cristalino)
O cristalino é substituído por uma lente intraocular com o grau calculado. É a mesma lógica da cirurgia de catarata, aplicada também à correção do grau.
- Corrige o grau e trata o cristalino na mesma cirurgia
- Existem diferentes tipos de lente, definidos individualmente
- Dispensa tratamento a laser na córnea na maioria dos casos
| Comparativo | LASIK FEMTO | MICROCERÁTOMO | LENTÍCULA | PRK | ANEL | LENTE FÁCICA | LENTE PSEUDOFÁCICA |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Categoria | Laser na córnea | Laser na córnea | Laser na córnea | Laser na córnea | Implante de anel | Implante de lente intraocular | Implante de lente intraocular |
| Como é feita | Lamela criada por laser de femtosegundo, sem lâmina. | Lamela criada mecanicamente, com lâmina (microcerátomo). | Abertura mínima na superfície, sem lamela levantada. | Sem lamela: laser aplicado na superfície da córnea. | Túneis criados dentro da córnea para acomodar os segmentos. | Pequena incisão para introduzir a lente dentro do olho. | Micro incisão, semelhante à da cirurgia de catarata. |
| Lente intraocular | Não usa lente: o próprio tecido da córnea é remodelado pelo laser. | Não usa lente: correção feita pelo laser na córnea. | Não usa lente: o grau é corrigido pela retirada da lentícula. | Não usa lente intraocular; lente de contato terapêutica no pós-operatório. | Não usa lente intraocular: o implante é o próprio anel, na córnea. | Lente intraocular implantada, preservando o cristalino natural. | Lente intraocular em substituição ao cristalino, com grau calculado. |
| Recuperação | Costuma ter recuperação visual rápida nos primeiros dias, sem pontos. | Recuperação visual também rápida, sem pontos. | Costuma ser confortável nos primeiros dias, com visão que se ajusta rapidamente. | Mais desconforto nos primeiros dias e visão que se ajusta de forma gradual. | Visão se ajusta de forma gradual, com acompanhamento nas primeiras semanas. | Recuperação visual costuma ser rápida, com retornos programados. | Recuperação habitualmente rápida, com colírios e retornos. |
| Uso atual | Primeira opção na maioria dos casos com indicação de LASIK. | Menos utilizada hoje, reservada a situações específicas conforme avaliação. | Indicação mais restrita, considerada em casos selecionados após avaliação. | Segunda técnica mais utilizada, indicada quando o LASIK não é o mais adequado. | Indicado principalmente em córneas irregulares, como no ceratocone, quando há indicação. | Considerada em graus elevados e quando o tratamento a laser não é o mais indicado. | Costuma ser considerada a partir de certa faixa de idade e quando já existe alteração do cristalino. |
Páginas completas
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Em cada página explicamos, passo a passo, como a cirurgia é feita e o que considerar.
Nenhuma técnica é melhor para todos os casos. A definição depende da avaliação médica individual.
Como funciona, passo a passo
01
Avaliação
Consulta e exames para entender as características dos seus olhos.
02
Planejamento
Definição da técnica quando houver indicação médica.
03
Procedimento
Realização com planejamento individualizado.
04
Acompanhamento
Retornos para acompanhar a evolução.
Todo procedimento médico possui riscos.
Todo procedimento médico possui riscos e limitações. O médico deve avaliar individualmente riscos, benefícios, contraindicações e alternativas antes de qualquer indicação.
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